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Quando falamos de microfones muitas dúvidas surgem em relação aos tipos e a funcionalidade de cada um. É muito comum perguntarem: "Qual é o melhor para cantar no palco?" ou "Que tipo de microfone é bom para estúdio?"

Não é um assunto fácil, mas é importante entender que todos trabalham com características parecidas como resposta de frequência, categoria de captação (cardióide, supercardióide e hipercardióide), sensibilidade e regulagem dos decibéis de acordo com as particularidades de voz e instrumentos.

Atualmente, existem 6 tipos de microfone: DINÂMICOS, CONDENSADOR, CONDENSADOR ELETRETO, FITA,  CARBONO, PIEZO-ELÉTRICO, mas hoje vamos falar do mais comuns: Dinâmico e Condensador!

Dinâmicos

O importante é saber que o modelo dinâmico é o mais versátil de todos. São resistentes às pancadas, (Coitados! Como batem neles por ai), e captam menos sonoridades de fora, ou seja, dão menos microfonia. O lado ruim é que perdem qualidade comparando com os condensadores, justamente, por não captar toda a sensibilidade.

Servem para todos os tipos de ambiente, estúdio ou ao vivo, e qualquer cuidado razoável mantém sua qualidade por um bom tempo. Eles não precisam de fontes ou captações externas e nível de saída é muito bom para conexão direta comparada à maioria das entradas dos microfones.

A maneira mais fácil de entender o microfone dinâmico é imaginar um alto falante convencional. Ambos possuem um cone, o diafragma, com bobina sem fio próxima ao ápice e com um sistema magnético no meio. Só alguns detalhes técnicos diferenciam na maneira como microfone e auto-falantes transformam a energia. Por isso, obviamente, são diferentes.

Condensadores

Em relação aos condensadores, eles são escolhidos porque conseguem o sinal de maneira mais clara e uniforme. Como sua membrana de diafragma é mais fina eles respondem mais facilmente as altas frequências, enquanto seu próprio formato resguarda também as mais baixas.

Os condensadores necessitam do phantom power,  uma tensão de alimentação contínua, diferente dos dinâmicos, quem mandam sinal elétrico através de bobina. O resultado do som é mais limpo e com uma riqueza de detalhes maior do que os outros.

Outras vantagens estão no formato. Eles pesam muito menos que os elementos dinâmicos e podem ser muito menores também, como os próprios microfones de lapela usados em televisão, palestras, etc... Apesar disso, raramente são usado em palco, devido à super capacidade de captar interferência de som ambiente. No máximo são usados em apresentação de voz e violão ou shows acústicos.

Lembrando: Não existe melhor e nem pior quando comparamos os microfones condensadores com os dinâmicos. Ambos têm funções específicas e podem funcionar muito bem. O importante é respeitar a diferença entre eles e aproveitar as características da melhor maneira possível.

Confira abaixo, alguns vídeos que mostram cada um deles.

 

Microfone dinâmico na voz e perfomance de Johnny Rotten

 

Microfones condensadores com Amy Whinehouse e Tony Bennett